Vamos começar por Embu das Artes, a 25 quilômetros de São Paulo. Conhecida principalmente por sua feira de artes, a cidade é uma festa para os olhos todos os finais de semana. Fundada no século 16, embora muitos historiadores não sustentem essa tese, jogando a data da criação do vilarejo de M’Boy (cobra grande em tupi guarani) para 1640, Embu está cravada em uma região de pequenas serras. Com 250 mil habitantes, é cortada pela rodovia Régis Bittencourt (BR 116), que liga São Paulo a Curitiba.

A estrada delimita a parte do centro histórico, menos povoado, com bairros fronteiriços à capital, que tiveram uma explosão populacional na década de 70.
Mas como o negócio é turismo, vamos a ele. A fase atual pela qual passa Embu das Artes tem tudo a ver com a repressão que hippies e artistas populares paulistanos sofreram no começo dos anos 70, tendo que deixar a Praça da República, onde se reuniam para apresentar seus trabalhos e para suas manifestações artísticas. O destino imediato foi a pacata Embu, onde alguns escultores e artesãos já moravam.

Daí para a frente houve uma mudança que lançaria o nome da cidade para o mundo todo. Aliado ao secular patrimônio jesuíta, pintores, escultores, artistas de renome, cineastas, cantores e grupos folclóricos, ateliês e antiquários transformaram Embu das Artes no destino de mais de 30 mil pessoas todos os domingos. Uma festa todo fim de semana.
A feira de artes e artesanato, formada desde aquela época, reúne mais de 700 expositores. Nem tudo vale a pena ser considerado nas barraquinhas, mas é certo que você vai encontrar muita coisa boa para trazer na bagagem. Nas lojas do comércio, muitos móveis rústicos e objetos de decoração para a casa.
No mais, o cenário é completado por muitos bares, lojas e cafés que vão aparecendo por cada canto das ruas do centro histórico. Se você não se incomoda em dividir o espaço com muita gente vá no domingo. Senão, visite a cidade no sábado. Mas ande muito. Mesmo que você esteja em frangalhos no final do dia, vai lembrar com carinho das ruelas estreitas e íngremes, das casas antigas muito coloridas, do burburinho de gente que fala alemão, francês, inglês, italianos e por aí vai.
A vocação roqueira e libertária de Embu leva centenas de easy riders para passear por suas ruas de paralelepípedo. Não deixe de visitar o Museu de Arte Sacra, uma joia no centro da cidade, que abrigou jesuítas desde o início do século 17.

A maior parte das informações estão no portal de turismo da Prefeitura de Embu das Artes. O Centro de Atendimento ao Turista (telefone 011 4704 6565) pode prestar informações pontuais sobre shows e eventos que são realizados todas as semanas.
Para quem vai de Franca ou região, o acesso é pela Rodovia dos Bandeirantes até a entrada do Rodoanel Mário Covas, que levará à entrada da cidade. De São Paulo, pode-se tanto seguir pela Rodovia Raposo Tavares, também até o Rodoanel, ou pela Rua Francisco Morato e Rodovia Régis Bittencourt.
Boa viagem!